Cemitério Municipal Santo Bombonatto em Mariópolis-Pr.

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Diz um ditado antigo que a única certeza que temos na vida é a morte. E, máxima popular à parte, realmente há poucas coisas durante nosso tempo de existência que sabemos que não teremos como escapar. E após a morte?
A morte nunca é um fim. Ela representa uma passagem para outra dimensão da vida. Nosso corpo perece, mas não o que somos. Essa é a razão para tratarmos sempre de forma ritual o depósito do corpo sem vida do ser humano.
Aí entra uma discussão que varia de acordo com o credo, ou a falta dele, de cada um. Mas isso não vem ao mérito. Em Mariópolis os espaços estão acabando, a quantidade de túmulos que ainda podem ser construídos não é certa. O único cemitério da cidade não foi projetado para o futuro, e por esta razão, o local não acompanha o crescimento do município, podendo afetar qualquer um de nós em um dos momentos mais difíceis de lidar, que é o de se despedir de um ente querido.
Antes de abordar com mais detalhes o assunto ou projeção de futuro, vamos lembrar um pouco da história. Pelas informações que buscamos o Cemitério Municipal Santo Bombonato no ano de 2017 foram sepultadas 46 pessoas.
Existe uma consequência do aumento populacional que, embora não esteja todo o tempo nas manchetes, merece total atenção. Quanto maior a quantidade de pessoas no mundo, maior também é a necessidade de áreas para sepultamentos. E, na esteira com o avanço dos cemitérios, surge uma série de problemas de caráter ambiental.
Já existe a consciência de que os cemitérios tradicionais, aqueles em que os corpos são colocados em caixões de madeira e enterrados – causam uma série de impactos ao meio ambiente. Tanto que, desde 2003, o Conselho Nacional do Meio Ambiente exige uma licença ambiental para a construção de novos cemitérios. Dentre os danos causados estão à poluição do solo pelo acúmulo de substâncias provenientes do processo de decomposição e pelos objetos enterrados junto aos corpos e, também, a poluição de canais freáticos.
É neste contexto que os cemitérios verticais surgem como soluções. Além de minimizar os impactos no solo e na água, estas estruturas permitem que sejam realizados procedimentos corretos do ponto de vista sanitário e simbólico. Para que todas as substâncias decorrentes do processo de decomposição, com destaques para os líquidos e gases gerados neste processo, possam ter a destinação correta.
Fonte: Gilson (gaúcho)
MT: Gilson (gaúcho)

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